Dirigentes sindicais, movimentos sociais e entidades estudantis realizaram um protesto em frente ao Banco Central, na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta terça-feira (17) para exigir a redução da taxa Selic. O ato ocorreu na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, conhecido como Copom, que definirá os juros básicos, atualmente em 15%.
As lideranças criticaram o impacto dos juros elevados sobre o emprego, o consumo e o desenvolvimento econômico. Segundo representantes das centrais, o crédito caro desestimula investimentos, enfraquece a indústria e amplia desigualdades, atingindo principalmente os mais pobres. Também houve críticas à política econômica e à destinação de recursos ao capital financeiro.
“Juros altos penalizam trabalhadores e ampliam desigualdades. Quando o crédito encarece, o consumo cai e os mais pobres sentem primeiro”, afirmou Renê Vicente, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) de São Paulo.
Para o presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, Miguel Torres, o país “precisa baixar os juros e gerar empregos dignos para os trabalhadores”. “Juros elevados travam o desenvolvimento: quando o crédito fica caro, empresas deixam de investir, a indústria perde força e menos empregos são criados”, alertou Torres.
O presidente estadual da Nova Central Sindical de Trabalhadores de São Paulo (NCST-SP), Luiz Gonçalves, classificou como um “absurdo” a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano. “Sem financiamento acessível, as empresas deixam de produzir, investir e gerar empregos”, disse.
Os manifestantes também defenderam a queda imediata da taxa como condição para estimular o crescimento, ampliar o acesso ao crédito e gerar empregos. Nessa linha, o diretor da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Josimar Andrade, afirmou que a luta é pela redução da taxa, visto que “nenhum país cresce mantendo uma das maiores taxas de juros do mundo”.
