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Trump anuncia viagem à China para 14 de maio; Pequim não confirma e apenas ‘mantém comunicação’

Esta seria a primeira visita de um presidente dos EUA à China desde a viagem do próprio Trump a Pequim em 2017

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Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente chinês, Xi Jinping, voltam a se confrontar no campo econômico
Presidente dos EUA, Donald Trump, e presidente chinês, Xi Jinping, voltam a se confrontar no campo econômico | Crédito: Andrew Caballero-Reynolds; Suo Takekuma/AFP

Nesta quinta-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que visitará a China nos dias 14 e 15 de maio, para encontro com o presidente Xi Jinping em Pequim. Em resposta ao anúncio, o Ministério das Relações Exteriores chinês não confirmou a visita, limitando-se a afirmar que os dois países “mantêm comunicação sobre a visita do presidente Trump à China”.

Trump fez o anúncio em sua rede social Truth Social, informando que a viagem havia sido “originalmente adiada” em razão da agressão militar dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, e que teria sido “reagendada”. O presidente estadunidense adiantou ainda que planejará uma visita recíproca de Xi Jinping a Washington, também neste ano.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, foi questionado sobre o anúncio na coletiva da pasta nesta quinta-feira. Após não confirmar a visita, Lin afirmou que “a diplomacia de chefes de Estado desempenha um papel insubstituível ao oferecer orientação estratégica para as relações China-EUA“.

Se a visita ocorrer, será a primeira de um presidente estadunidense à China desde novembro de 2017, quando o próprio Trump esteve em Pequim durante seu primeiro mandato. O presidente Joe Biden não realizou nenhuma visita ao país oriental nos quatro anos de seu governo.

Desde que Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, os governantes conversaram quatro vezes por telefone e tiveram um encontro presencial.

A primeira chamada ocorreu em 5 de junho de 2025, para reduzir as tensões comerciais acumuladas após rodadas de tarifas impostas pelos EUA e retaliações chinesas. Já em 19 de setembro, os líderes conversaram novamente, desta vez com foco na finalização do acordo sobre o TikTok e nos resultados das negociações comerciais realizadas em Madri.

O encontro presencial ocorreu em 30 de outubro, em Busan, na República da Coreia, sendo a primeira reunião cara a cara entre Xi e Trump em seis anos. Ali foram firmados acordos que suspenderam por um ano uma série de medidas tarifárias e de controle de exportação de ambos os lados, como resultado de negociações técnicas conduzidas previamente pelas delegações dos dois países em Kuala Lumpur, capital da Malásia.

Em 24 de novembro, uma nova chamada telefônica reafirmou os resultados de Busan. Os líderes discutiram Ucrânia, fentanil e comércio agrícola, e Trump anunciou ter aceito o convite para visitar Pequim em abril de 2026, reforçando que Xi aceitou fazer uma visita recíproca aos Estados Unidos posteriormente.

Em 4 de fevereiro de 2026, uma nova chamada abordou perspectivas para o ano bilateral, incluindo a APEC e o G20, e a questão de Taiwan. Xi Jinping endureceu o tom sobre a ilha, afirmando que “Taiwan é território chinês” e que a China “jamais permitirá que Taiwan se separe da China”, exigindo que Washington trate a venda de armas a Taiwan “com extrema cautela”.

Trump, em resposta, disse que “valorizou as preocupações da China em relação à questão de Taiwan” e se mostrou disposto a manter o diálogo para garantir o “desenvolvimento positivo e estável” das relações bilaterais durante seu mandato.

Editado por: Rafaella Coury

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