Após meses de articulação e discussão interna, a Revolução Solidária, corrente do Psol que reúne algumas das principais lideranças do partido, comunicou oficialmente que permanecerá na legenda para a disputa das eleições de 2026.
A decisão, tornada pública por meio de nota da deputada federal Erika Hilton, encerra as especulações sobre uma possível desfiliação em massa após o partido rejeitar a composição de uma federação de esquerda com o PT, PCdoB, PSB, Rede e PV.
A nota é assinada também pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e os deputados federais Henrique Vieira e Luciene Cavalcante, além de integrantes da corrente nas bancadas estaduais em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O texto classifica como um “grave erro” a decisão da maioria da direção do Psol de não aderir à federação, mas justifica a permanência como um ato de “responsabilidade política.”
O ponto central da decisão reside na sobrevivência institucional da legenda. De acordo com o comunicado, a saída imediata dessas lideranças, que concentram os melhores desempenhos do partido nas urnas, “tornaria praticamente impossível ao Psol ultrapassar a cláusula de barreira, levando à sua inviabilização institucional.”, alerta a nota.
“Entendemos que o Psol tem sua importância na esquerda brasileira e que sua inviabilização institucional não faria bem ao campo progressista”, afirma o documento.
A nota também eleva o tom contra setores internos do Psol. O movimento de Hilton e Boulos rebate o que chama de “ataques rebaixados”, vindos de setores que apostariam na “eterna divisão da esquerda” e na “desqualificação de figuras públicas”.
Veja comunicado na íntegra:
Comunicamos a decisão do nosso grupo político (Movimento por uma Revolução Solidária) de permanecer no PSOL para a disputa das eleições de 2026.
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) March 27, 2026
Apesar do grave erro assumido pela maioria do partido em rejeitar compor uma Federação da Esquerda, entendemos que o PSOL tem sua…
