Rejeição veemente

Sheinbaum denuncia motivações políticas por trás das acusações dos EUA contra autoridades mexicanas

Chefe de Estado disse que, embora ninguém que tenha cometido crime, haverá investigação baseada na lei mexicana

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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, fala durante sua coletiva de imprensa diária no Palácio Nacional, na Cidade do México, em 28 de novembro de 2025.
A presidenta do México, Claudia Sheinbaum. | Crédito: Yuri Cortez/AFP

A presidenta mexicana Claudia Sheinbaum Pardo rejeitou veementemente as acusações feitas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra dez políticos mexicanos, classificando-as como politicamente motivadas devido à falta de provas concretas.

Em um comunicado oficial, Sheinbaum enfatizou que a acusação contra figuras como o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, é um evento sem precedentes e questionável, especialmente porque as supostas provas apresentadas por Washington consistem unicamente em anotações manuscritas sobre supostos subornos.

O presidente leu uma declaração estabelecendo que o México mantém uma relação de igualdade com todas as nações, rejeitando qualquer forma de subordinação ou capitulação.

Ele especificou que o processo de extradição solicitado pelo Distrito Sul de Nova York deve seguir rigorosamente as normas regulamentares nacionais e instruiu o Ministério das Relações Exteriores a expressar seu descontentamento com a quebra de confidencialidade no tratamento desses documentos pelas autoridades americanas.

Sob o lema “Verdade, justiça e defesa da soberania”, Sheinbaum reiterou que o objetivo dessas acusações parece ser a desestabilização política. A presidenta reafirmou o compromisso de sua administração com o bem-estar do povo e o respeito à Constituição, afirmando que o sistema judiciário mexicano é o único competente para julgar seus cidadãos dentro de sua própria jurisdição.

Por sua vez, a Procuradoria-Geral da República do México emitiu um comunicado oficial em 29 de abril, anunciando o início de uma investigação para verificar se a acusação feita pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra o governador de Sinaloa, Rubén Rocha, tem fundamento jurídico.

O órgão independente declarou que, até o momento, o pedido de Washington carece de evidências suficientes ou provas conclusivas para fundamentar as alegações. O chefe da Procuradoria Especial para a Investigação de Assuntos Relevantes, Ulises Lara López, indicou que o Estado mexicano atuará em estrita conformidade com os protocolos nacionais.

Além disso, ele enfatizou que, de acordo com a Constituição e o Código Nacional de Processo Penal, a Procuradoria tem a obrigação de analisar com precisão a documentação recebida para determinar a viabilidade de qualquer pedido internacional de prisão ou extradição. Além disso, o atual tratado bilateral estabelece que a extradição só será concedida se as provas forem suficientes de acordo com as leis do México.

Lara López denunciou que, contraditoriamente, as próprias autoridades estadunidenses violaram a confidencialidade do processo ao tornarem públicas as informações, um ato que contraria as exigências de confidencialidade que o próprio governo dos EUA normalmente exige da nação mexicana.

Simultaneamente, a Procuradoria-Geral da República iniciou sua própria investigação para reunir provas que confirmem ou descartem a existência de crimes, rejeitando qualquer procedimento que não respeite o devido processo legal. Com essa postura, o sistema judiciário mexicano reafirma que não expedirá mandados de prisão com base em alegações externas que careçam de fundamento legal na jurisdição nacional.

Editado por: Telesur
Conteúdo originalmente publicado em: TeleSurTV

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