Sul Global em foco

Em Moscou, Banco do Brics debate desenvolvimento liderado pelo Sul Global

Evento com a participação da presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, no segundo dia do evento

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Abertura da 11ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o "Banco dos Brics", em Moscou
Abertura da 11ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o “Banco dos Brics”, em Moscou | Crédito: Divulgação/NDB

Teve início nesta quinta-feira (14) a 11ª Reunião Anual do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como o “Banco dos Brics”, em Moscou. O evento, realizado pela primeira vez na capital russa, acontece nos dias 14 e 15 de maio e tem como tema o “Financiamento do Desenvolvimento em uma Era de Revolução Tecnológica”.

A atual chefe do Banco dos Brics, a ex-presidenta brasileira Dilma Rousseff, participa do segundo dia da reunião. O seminário reúne altos funcionários governamentais, ministros das finanças, representantes de bancos centrais, além de especialistas e líderes políticos, para avaliar e traçar as persectivas de desenvolvimento das economias emergentes.

Na abertura do evento nesta quinta-feira, o vice-primeiro-ministro da Rússia, Aleksey Overchuk, destacou os pontos fortes da cooperação do grupo Brics, afirmando que os países que compõem o NDB tomam decisões com base no consenso do grupo dos países emergentes.

“Temos países com ideias semelhantes, no sentido de que todos valorizamos nossa independência e acreditamos no respeito mútuo entre as nações. Essa é uma das maiores forças do Brics. Não importa o tamanho da economia de um país-membro, as decisões são tomadas com base no respeito e no consenso. Isso é extremamente importante”, afirmou.

Um dos objetivos centrais da reunião do NDB neste ano é discutir estratégias e instrumentos entre os países Brics para apoiar os seus membros “na condução da revolução tecnológica e no aproveitamento de seu potencial para um crescimento sustentável e inclusivo do Sul Global.”

Em sua apresentação inicial, o diretor do Centro para o Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia, o economista Jeffrey Sachs, destacou que o mundo passa hoje por uma transformação, ao mesmo tempo, geopolítica, ecológica e tecnológica. De acordo com ele, os países Brics representam a vanguarda destas transformações.

“Os países e as economias de mercado emergentes são, de fato, o sucesso do mundo. Os países da região metropolitana, as economias de mercado emergentes, constituem cerca de 85% da população mundial. Atualmente, representam cerca de 60 a 65% da produção mundial, medida adequadamente a preços de poder de compra. O futuro da região metropolitana é essencialmente o futuro do mundo”, afirmou.

Anteriormente, na quarta-feira (13), o presidente russo Vladimir Putin se reuniu no Kremlin com Dilma Roussef para discutir as atividades atuais e as perspectivas futuras do banco.

O chamado Banco dos Brics foi criado em 2015 com o objetivo de financiar projetos de infraestrutura e iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável em nações emergentes. Dilma assumiu a presidência da instituição em 2023 e teve o seu mandato renovado em 2025. Na ocasião, a manutenção de Dilma no cargo foi apoiada pelo presidente russo, Vladimir Putin.

Editado por: Thaís Ferraz

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