É feriado em Belém, mas a urgência climática não espera e a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) não acabou. Enquanto famílias chegam para um dia de lazer no Parque do Utinga, área de preservação ambiental, uma ambulância de UTI chama atenção no estacionamento: é o planeta Terra em estado crítico, e ao lado, presidentes manifestantes com máscaras de Lula, Macron, Trump e outros líderes mundiais.
No dia que antecede o final da COP30, a iniciativa da Oxfam Brasil chama atenção para a falta de resoluções concretas para o combate à crise climática em meio às negociações de grandes líderes globais.

Em três tomadas de cena, a ação representa uma sala de emergência de um hospital, onde Lula, Cyril Ramaphosa, da África do Sul, e Claudia Sheinbaum, do México, tentam salvar o planeta, enquanto Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, atrapalham o atendimento ao paciente.
Já Emmanuel Macron, da França; Mark Carney, do Canadá; Ursula von der Leyen, da União Europeia, e Keir Starmer, do Reino Unido, estão indiferentes ou confusos, sem saber ao certo que caminho seguir.

Juzia Silva, corredora de rua que passava pelo local acompanhou e registrou com curiosidade toda a encenação.
“Muitos deles ignoram as questões climáticas que estamos enfrentando. O mundo vive uma dificuldade global que afeta principalmente a gente e ver isso representado por meio da arte é importante para que as pessoas compreendam que o país realmente está na UTI e com a COP acabando, eles que podem decidir algo para ajudar”, discorre Juzia.
A mensagem central da instalação foi captada pela frequentadora do parque. “Enquanto a COP30 chega ao fim, o planeta está na UTI de um hospital e, quem tem o poder de decisão, não está agindo como deveria”, explica Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam Brasil.
“Trazemos essa mensagem para a sociedade porque gente entende que depende dessas pessoas a salvação do planeta. O Trump e o Milei, de fato, não estão preocupados, por isso estão representados com furadeiras, perfurando tudo o que puderem (…) as cenas representam indiferença, incompetência e chamado para ação, mas no fundo, nossa mensagem é uma mensagem sobre urgência, precisamos que as lideranças globais façam mais”, finaliza Viviana.
