DANOS MORAIS

Justiça do Rio ordena que assassinos paguem indenização para Mônica Benício, viúva de Marielle Franco

Ronnie Lessa e Élcio Queiroz devem pagar R$ 200 mil e custear gastos médicos da arquiteta e vereadora do Rio

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A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício é arquiteta e ocupa uma vaga no legislativo carioca.
A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício é arquiteta e ocupa uma vaga no legislativo carioca. | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) determinou nesta terça-feira (10) que os responsáveis pela morte de Marielle Franco devem indenizar Mônica Benício, viúva da vereadora, assassinada em 2018. A decisão obriga Ronnie Lessa e Élcio Queiroz ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais para Mônica Benício. O magistrado também ordenou o bloqueio de bens dos réus e o pagamento de uma pensão mensal. O valor da ajuda financeira equivale a dois terços do salário que a política recebia na Câmara Municipal.

Benício, que hoje é vereadora do Rio de Janeiro, enviou uma nota ao Brasil de Fato comentando a decisão. 

“Essa é uma vitória simbólica, que reconhece a interrupção da história que construíamos juntas e o futuro que nos foi negado. A luta por Justiça por Marielle [Franco] e Anderson [Gomes] não é sobre dinheiro. Não há indenização que possa reparar eu ter perdido o amor da minha vida. Mais do que condenar indivíduos, a Justiça por Marielle e Anderson só existirá quando a paz for soberana e a vida de todas as brasileiras e brasileiros for plena. É por essa sociedade que Marielle dedicou sua vida. É em respeito a esse sonho, que hoje carrego comigo o seu legado”, diz o comunicado.

A vereadora ainda lembra que a decisão acontece às vésperas do julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle e Anderson, marcado para os dias 24 e 25 de fevereiro, no Supremo Tribunal Federal (STF). “É nesse ponto que o país terá a oportunidade de demonstrar se é capaz de romper com a lógica de impunidade que protege estruturas criminosas e seus vínculos políticos. A responsabilização dos mandantes é condição fundamental para que a democracia brasileira dê uma resposta à altura do que foi o assassinato de Marielle e Anderson”, finaliza a nota.

A investigação aponta que a motivação do atentado foi a disputa por terras na Zona Oeste carioca. Lessa, que confessou ter disparado quatro tiros contra Marielle, indicou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão como mandantes em sua delação. O crime ocorreu em 14 de março de 2018 e também matou o motorista Anderson Gomes, que foi atingido por três projéteis na região das costas. Outros envolvidos, como o delegado Rivaldo Barbosa, foram presos em março de 2024 por suspeita de participação no planejamento da ação.

Editado por: Luís Indriunas

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