A empresa Chico Rei lançou, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), uma linha de camisetas, bonés e outras peças com referências ao trabalho coletivo, ao direito à terra e à produção consciente. O lançamento integra o calendário de colaborações culturais da marca. Clique aqui para conferir a coleção.
Com o conceito Moda é manifesto. Vestir é um ato político, a coleção apresenta estampas tipográficas e gráficas ligadas a símbolos e mensagens associados ao movimento. Para desenvolver o projeto, a equipe da empresa visitou um assentamento em Minas Gerais, o que deu origem à campanha de divulgação da parceria.
Entre os produtos estão camisetas com preços a partir de R$ 79,90, modelos estonados por R$ 99,90, peças em cânhamo por R$ 149,90, camisas de torcida por R$ 169,90 e bonés por R$ 119,90.
“A nossa parceria com a Chico Rei é estratégica, pois amplia a nossa luta pela reforma agrária para além do campo. Esse é o grande papel que nós temos na construção da reforma agrária popular. Porque nós, do movimento sem terra, não produzimos apenas alimento saudável, mas também produzimos organização coletiva, cultura e um projeto de sociedade baseado na justiça social e na agroecologia”, afirma Tuíra Tule, integrante do MST de Minas Gerais.
“Quando essa identidade dialoga com a moda, estamos ocupando também o espaço da cultura e da comunicação. Vivemos um tempo em que as disputas acontecem no imaginário, na batalha das ideias. Transformar a roupa em uma linguagem política ajuda a romper estigmas e a aproximar o campo da cidade”, diz.
“Esta parceria mostra que defender a terra e o alimento saudável é uma responsabilidade social. Não é algo do passado, é uma agenda do futuro. Mais do que vestir uma camisa, é vestir uma ideia. E as ideias que alimentam o nosso povo têm força para transformar o nosso país”, conclui.
Segundo a marca, a iniciativa reforça a moda como forma de comunicação e posicionamento. De acordo com Vitor Vizeu, diretor de marketing da Chico Rei, a empresa entende a roupa como linguagem e afirma que a colaboração reconhece valores como trabalho manual, organização coletiva e responsabilidade sobre produção e consumo.
