Sob risco de ter o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23). O julgamento contra ele será retomado nesta terça-feira (24). “Hoje eu encerro meu tempo à frente do governo do estado. Vou em busca de novos projetos. Sou pré-candidato ao Senado. Saio de cabeça erguida e de forma grata”, afirmou.
Ao antecipar a saída do governo do Rio, com a justificativa de se candidatar ao Senado, Castro indica que já espera uma condenação no TSE. Já há dois votos pela condenação do governador e do presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União Brasil).
A análise estava suspensa por pedido de vista do ministro Nunes Marques. Antes disso, a relatora, ministra Isabel Gallotti, votou pelas cassações de Castro e Bacellar, defendendo a realização de novas eleições.
No centro das acusações contra o agora ex-governador estadual está a nomeação de cabos eleitorais para cargos públicos em estruturas do Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), além de supostas ameaças a servidores que não participassem de campanha.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) acusou Castro e seu vice, Thiago Pampolha, de envolvimento em um suposto esquema de contratação “secreta” de cerca de 27 mil pessoas. O caso veio à tona após trabalhadores sacarem, em espécie, cerca de R$ 248 milhões em caixas eletrônicos. Pampolha foi indicado por Castro como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Por essa razão, o estado do Rio de Janeiro não tem vice-governador. Quem assume interinamente é o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto. Ele fica no cargo até que a Assembleia Legislativa realize uma eleição indireta, para definir quem ocupará o Executivo estadual até o fim do mandato.
