recursos hídricos

CPI do Rio Melchior resulta em propostas legislativas de gestão ambiental na Câmara do DF

Bacia hidrográfica mais importante do DF recebe efluentes sanitários de 1,3 milhão de pessoas

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Rio apresenta sinais de degradação ambiental associados ao crescimento urbano desordenado e falhas no saneamento
Rio apresenta sinais de degradação ambiental associados ao crescimento urbano desordenado e falhas no saneamento. | Crédito: Ângelo Pignaton/Agência CLD

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou na terça-feira (5) projetos de lei apresentados por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a poluição do Rio Melchior. O relatório final da CPI, apresentado em dezembro, apontou um cenário crítico de degradação ambiental que atinge a bacia hidrográfica, com impactos em comunidades no entorno. 

Como desdobramento da CPI, os deputados aprovaram em primeiro turno quatro propostas legislativas para aprimorar mecanismos de gestão de resíduos, proteção e financiamento de políticas públicas.

Um deles altera a Lei n° 41 de 1989, que trata da Política Ambiental do Distrito Federal, para vedar a devolução de saldos do Fundo Ambiental do Distrito Federal (Fuman) para o Tesouro do DF. Pela proposta, os recursos não utilizados ao final de cada exercício serão automaticamente reprogramados para o seguinte.

Outro trata das diretrizes para as políticas públicas de reuso da água para incluir obrigatoriedade do reuso em edificações novas e existentes. O projeto visa à reutilização do efluente de esgoto tratado para usos diversos, evitando seu lançamento em corpos hídricos. Por sua vez, o projeto de lei nº 2.149/2026, institui a Política de Modernização das Estações de Tratamento de Esgoto no Distrito Federal. 

Enquanto o PL nº 2.150/2026 altera a Lei nº 3.890/2006, que dispõe sobre a coleta seletiva de lixo no Distrito Federal, para determinar, por exemplo, a obrigatoriedade da separação dos resíduos sólidos em três frações distintas: recicláveis, orgânicos e rejeitos.

CPI Rio Melchior

Em oito meses de trabalho, a CPI teve resultados concretos, como o início das obras para levar água encanada à comunidade da Cerâmica, no Sol Nascente, e a decisão do Ibama de negar a licença ambiental para a construção de uma usina termelétrica. O empreendimento foi alvo de críticas e pressão popular, pois faria despejo de resíduos no Rio Melchior.  

O relatório final destaca que o Melchior é um dos cursos d’água mais importantes do DF, recebendo efluentes sanitários de cerca de 1,3 milhão de pessoas das Regiões Administrativas de Ceilândia e Samambaia.

Em dezembro, a CPI recomendou o reenquadramento do rio junto ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para impor padrões mais rígidos de tratamento da água. Atualmente, o Melchior está na pior categoria de contaminação.

*Com informações da CLDF


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Editado por: Clivia Mesquita

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