Escalada da guerra

Após grande ataque da Ucrânia a Moscou, Rússia fica em alerta e responde com novo bombardeio

Investida foi a maior sofrida pela capital russa desde o início da guerra

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Imagem divulgada no canal oficial do Telegram do governador da região de Moscou, Andrey Vorobyov, em 17 de maio de 2026, mostra um prédio em chamas após um ataque aéreo
Imagem divulgada no canal oficial do Telegram do governador da região de Moscou, Andrey Vorobyov, em 17 de maio de 2026, mostra um prédio em chamas após um ataque aéreo | Crédito: Telegram/@VOROBIEV_LIVE /AFP

O porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitry Peskov, pediu nesta segunda-feira (18) uma “atenção renovada aos ataques com drones realizados pelas forças armadas ucranianas contra alvos civis e infraestrutura civil em diversas cidades russas”.

O comentário foi feito um dia após a Ucrânia ter lançado o seu maior ataque contra a capital russa durante toda a guerra da Ucrânia no último domingo (17). O porta-voz do Kremlin, no entanto, não mencionou Moscou e os seus arredores.

O Ministério da Defesa da Ucrânia informou que as Forças de Defesa atingiram, pela primeira vez, a refinaria de Petróleo de Moscou, o depósito de petróleo de Solnechnogorsk e diversas fábricas de microeletrônica, anteriormente protegidas por extensos sistemas de defesa aérea.

O ataque matou três moradores da região e feriu 17 pessoas na região de Moscou. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o ataque foi uma “resposta justa” aos recentes ataques russos na Ucrânia, incluindo em Kiev, ondem um míssil atingiu um prédio de nove andares em 14 de maio, matando 24 pessoas.

“Desta vez, as sanções de longo alcance ucranianas atingiram a região de Moscou, e estamos dizendo claramente aos russos: seu país deve pôr fim à guerra. A distância da fronteira estatal ucraniana é de mais de 500 km. A concentração de sistemas de defesa aérea russos na região de Moscou é a maior. Mas estamos superando isso”, afirmou Zelensky.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, um total de 556 drones ucranianos foram abatidos durante o ataque do último domingo em território russo. O último ataque de escala comparável contra Moscou e a região metropolitana da capital ocorreu em março de 2025, quando foram relatados mais de 90 drones abatidos, matando três pessoas e ferindo outras 18.

A região de Moscou abriga aproximadamente 130 sistemas de defesa antiaérea, sendo a mais protegida da Rússia.

Durante o briefing à imprensa nesta segunda-feira (18), Dmitru Peskov disse aos jornalistas que “o processo de paz” entre Rússia e Ucrânia está paralisado, mas o Kremlin espera que ele seja retomado. “Contamos com nossos colegas americanos para que continuem seus esforços de manutenção da paz”, afirmou o porta-voz.

A última vez que Peskov falou sobre a “pausa” nas negociações entre Rússia, Ucrânia e Estados Unidos foi em meados de março. Em maio, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que havia convencido a Rússia e a Ucrânia a declararem um cessar-fogo de três dias, de 9 a 11 de maio.

Rússia volta a atacar Ucrânia

A Rússia, por sua vez, voltou a atacar a Ucrânia nesta segunda-feira (18), afirmando que foram realizados bombardeios retaliatórios contra instalações militares e energéticas ucranianas.

“Esta noite, em resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra alvos civis na Rússia, as Forças Armadas da Federação Russa lançaram um ataque maciço”, afirma o comunicado.

Autoridades locais ucranianas relataram 28 vítimas em Dnipro e duas em Odessa. Pelo menos uma pessoa morreu em decorrência do ataque russo.

De acordo com Zelensky, os russos usaram mais de 500 drones e 22 mísseis em seu ataque. Ele acrescentou que houve destruição em oito regiões do país e que foram relatados dezenas de feridos, incluindo crianças.

Editado por: Thaís Ferraz

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