Até quando

Adolescente vítima de estupro coletivo no Rio consegue medida protetiva

Delegacia da Mulher (Deam) investiga o caso em Campo Grande, na Zona Oeste; dois suspeitos estão foragidos

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Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que a violência sexual foi o crime mais registrato contra mulheres e meninas
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram que a violência sexual foi o crime mais registrado contra mulheres e meninas | Crédito: Agência Brasil

A Justiça concedeu medida protetiva para uma adolescente vítima de estupro coletivo em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A ordem impõe restrições contra o próprio namorado, apontado como principal suspeito de cometer a violência e tê-la atraído para o local do ataque.

O crime aconteceu no dia 22 de abril, mas só veio à tona quando a família tomou conhecimento da violência na semana passada. A jovem tinha um relacionamento com um dos suspeitos. Ao chegar na casa do namorado, ela foi surpreendida pela presença de outros adolescentes.

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A violência foi registrada em vídeo e acabou chegando até a mãe da vítima, que procurou a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande. Segundo informações do portal G1, seis foram apreendidos, e dois continuam foragidos.

O caso repete a dinâmica do estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul. Em abril, a Justiça condenou o adolescente à medida de internação por um período inicial de seis meses.

A Vara da Infância e Juventude da Capital considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que o jovem planejou uma emboscada contra a adolescente, com quem mantinha um relacionamento afetivo.

Violência contra meninas

Segundo o Mapa da Mulher Carioca (MMC) divulgado este ano, 1.142 adolescentes foram vítimas de violência sexual no município do Rio. A maioria dos casos envolve meninas de 10 a 14 anos. Os dados foram compilados a partir de notificações da Secretaria de Saúde pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres e Cuidado (SPM-Rio).

Das 5.700 notificações de violência contra adolescentes, 3 em cada 5 foram de violência sexual. A maioria ocorreu dentro de casa (46,9%), e foi cometida por familiares (61,2%).

*Com informações do G1 e da Agência Brasil

Editado por: Clivia Mesquita

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