Um ataque de drones ucranianos na região de Lugansk na madrugada desta sexta-feira (22) deixou seis pessoas mortas e cerca de 40 feridas ao atingir um dormitório estudantil, informaram autoridades locais. Após o bombardeio, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Ministério da Defesa a elaboração de “propostas de retaliação”.
O chefe da região de Lugansk, Leonid Pasechnik, informou que 86 crianças estavam na escola no momento do ataque. Segundo ele, é possível que ainda haja crianças sob os escombros. Equipes de resgate atuam no local.
O território da autoproclamada República Popular de Lugansk, localizado no leste ucraniano, foi anexado formalmente pela Rússia em setembro de 2022, junto com as regiões de Donetsk, Kherson e Zaporyzhye. No entanto, Moscou não possui pleno controle destes territórios, onde acontecem intensos combates na linha de frente do conflito.
Ao comentar o ataque, o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que o Ministério da Defesa recebeu ordens para “apresentar propostas” de retaliação em relação ao bombardeio ucraniano.
“Neste momento, sabemos que seis pessoas morreram, 39 ficaram feridas e 15 ainda estão desaparecidas, enquanto os escombros continuam sendo removidos”, afirmou.
O líder russo classificou o ataque ucraniano como um ataque terrorista. “Esta noite, o regime neonazista que tomou o poder em Kiev lançou um ataque terrorista contra um dormitório estudantil na Faculdade Pedagógica de Starobilsk. À noite, enquanto os estudantes dormiam”, disse ele.
A Ucrânia, por sua vez, nega que civis tenham sido alvejados. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia declarou que depósitos de munição, sistemas de defesa aérea, postos de comando e um dos quartéis-generais do exército russo foram atingidos perto da cidade de Starobilsk.
Vladimir Putin disse que”não há instalações militares, instalações de serviços especiais ou serviços relacionados perto do dormitório” atingido. “O ataque não foi acidental, ocorreu em três ondas, com 16 drones no mesmo local”, completou.
O presidente russo acrescentou ainda que o governo de Kiev “precisa de crimes” como o ataque em Lugansk “para desviar a atenção do que está acontecendo na linha de frente e, em seguida, culpar a Rússia por todas as consequências”.
